quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tarifa zero e créditos de carbono



A Sociedad Peatonal recebeu recentemente da Ciclus Consultoria - empresa Jr. de Engenharia da UFPr - o resultado de estudo encomendado para avaliação de viabilidade de implementação de MDL - mecanismo de desenvolvimento limpo (=créditos de carbono).
Os resultados foram apresentados pelos autores, os graduandos Richard Fhillipy Bosqui (eng. bioprocessos e biotecnolotia), Naiara Méqui Poiate (eng. ambiental) e Caio Victor Quartucci Sales (eng. ambiental).
Conforme apresentação dos consultores, fica claro já no título do relatório que o termo viabilidade não é dos mais felizes dentro da terminologia dos MDL´s. Na verdade, quanto mais inviável em nossa atual economia, mais fácil de se obter a certificação de reduções (créditos de carbono). Assim, o termo mais adequado seria elegibilidade ao invés de viabilidade. A lógica da idéia é pensar que se o projeto por si só é viável econômicamente, não há necessidade de subsídio por créditos de carbono.
Ainda conforme os consultores, na eventual implementação de um sistema a tarifa zero ou subsidiado, a emissão de créditos de carbono poderia render entre 1% a 5% do custo do sistema. Pode parecer pouco, mas sobre cifras de 60 milhões de reais ao mês (custo do transporte coletivo em Curitiba)representam de 7 a 36 milhões de reais ao ano. Certamente dá prá realimentar estes rendimentos em mobilidade urbana, ampliando a linha cicloviária de Curitiba!
Enfim, conforme o relatório, os maiores desafios estão na mensuração e controle dos ganhos em termos de emissões, mas nada que não se resolva numa etapa posterior de projeto para efetiva implementação da idéia.

1 comentários:

Ghidini disse...

Positivo, parece pouco mas na verdade é bastante e se somarmos esse "diferencial" a outros instrumentos fiscais que podem ser adotados, além é claro do uso de medidas de subsídios ao transporte coletivo de passageiros, talvez possamos aproximar-nos de tarifas socialmente aceitáveis e ecológicamente corretas, como bem mesmo a tarifa "zero"...

rg