sábado, 11 de julho de 2009

A carga tributária e o transporte coletivo

Conforme reportagem da Gazeta do Povo, o pobre trabalha quase duas vezes mais para pagar impostos. Trabalhadores com renda de até 2 salários mínimos trabalham 197 dias por ano para pagar seus impostos, ao passo que aqueles com renda acima de 30 salários trabalham 106 dias.
Ora, não é necessário um raciocínio privilegiado para se compreender que os cidadãos de 2 salários mínimos, ou são usuários de ônibus ou deslocam-se a pé/ de bicicleta. Ao mesmo tempo, é razoável supor que o cidadão de 30 salários move-se pela cidade carregando entre 1 e 2 toneladas de aço (se o carro for blindado, até 3 ton.), gastando preciosa energia, emitindo GEE´s e sem dar carona a ninguém, ou seja, gerando passivos ambientais e sociais.
O presidente da URBS alega que "almoço grátis não existe" para refutar a idéia do Passe Livre. A análise da injustiça tributária no Brasil demonstra que, longe do propalado assistencialismo quem de fato paga pelo almoço grátis é o usuário do transporte coletivo, ou mesmo aquele que se desloca a pé por insuficiência financeira!!!
Conforme temos pregado, a solução para uma Mobilidade Urbana Sustentável passa pelo Passe Livre e este por sua vez requer uma revisão/ reforma tributária que contemple seu subsídio através de impostos sobre os geradores de passivos ambientais.
Confira a apresentação de slides gerada pela Sociedad Peatonal para ilustrar as possíveis ferramentas de implementação do Passe Livre.

5 comentários:

Roberto Ghidini disse...

Estamos passando dos limites da irresponsabilidade. Já rompemos a barreira eo paradigma da equidade e da sustentabilidade da mobilidade urbana. Estamosvendo esse caos no transito com o aumento do número de veículos e adiminuiçao do número de usuários do transporte público e nossas autoridadesnao fazem nada. Já passamos da hora do poder público adotar medidas fiscais no sentido de transferir recursos dos usuários do veículo privado ao transporte público, melhorando este e reduzindo o carrismo.

rg

Gabriel Azevedo disse...

Eu acredito muito.
Mas algo pode ser feito.
A revolução é uma solução viavel

Ana Paula de Melo disse...

Olá André,
Muito obrigada pelas dicas, podiamos combinar uma visita de vocês a nossa cidade, seria otimo.
Abraços

Ana Paula de Melo disse...

André,
Acabo de ler a apresentação de slides e é muito interessante. O duro é que o mesmo aconteçe com quase todos (pra não dizer todos) os programas dos governos, a mesma coisa aconteçe com a tarifa solidária de água e luz, quem paga? Nós!!!
Abraços

Ana Paula de Melo disse...

Oi André,

Obrigada pela ajuda na divulgação do blog!!!
Eai quando vcs farão uma visita aqui na cidade?
Estou tentando fazer uma mobilização para realizar aqui na cidade o dia mundial sem carro, como é difícil fazer algo de grandes dimensões logo no primeiro ano, vamos fazer algo mais voltado para a faculdade, conseguimos algumas camisetas para ajudar na divulgação, no dia quero tirar umas fotos e vou colocar no blog.
Abraços!!!
Valeu.